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Varizes ou veias saltadas são vasos sanguíneos que incham e ficam visíveis logo abaixo da pele. Dr Douglas Sterzza

Graus de varizes: como identificar o estágio da doença venosa crônica

As varizes não surgem todas da mesma forma, e nem representam o mesmo nível de gravidade. 

Muitas pessoas ainda acreditam que se trata apenas de uma questão estética, mas a verdade é que elas fazem parte de um quadro chamado doença venosa crônica, que pode evoluir ao longo do tempo.

Entender os graus de varizes é fundamental para identificar em que estágio a condição se encontra e qual o melhor momento para buscar tratamento.

O que é doença venosa crônica?

A doença venosa crônica ocorre quando as veias das pernas não conseguem retornar o sangue adequadamente ao coração. Isso acontece por falhas nas válvulas venosas, que permitem o refluxo sanguíneo e levam à dilatação progressiva dos vasos.

Com o tempo, esse problema pode evoluir de pequenos vasinhos até quadros mais avançados, com inchaço persistente e alterações na pele.

Para organizar essa evolução, os médicos utilizam a classificação CEAP, um sistema internacionalmente reconhecido que categoriza a doença venosa crônica de acordo com critérios Clínicos, Etiológicos, Anatômicos e Fisiopatológicos. 

Quais são os graus de varizes?

A classificação da doença venosa crônica é feita em níveis clínicos que indicam a progressão do problema.

  • Grau 1 – Vasinhos (telangiectasias)

São aqueles pequenos vasos avermelhados ou arroxeados visíveis na pele. Geralmente causam mais incômodo estético do que sintomas físicos.

  • Grau 2 – Varizes visíveis

Aqui já existem veias dilatadas, tortuosas e palpáveis. Podem estar associadas a dor, sensação de peso e cansaço nas pernas.

  • Grau 3 – Inchaço (edema)

Além das varizes aparentes, surge o inchaço persistente, principalmente ao final do dia.

  • Grau 4 – Alterações na pele

A circulação comprometida começa a afetar a pele, que pode apresentar escurecimento, ressecamento ou endurecimento (fibrose).

  • Grau 5 – Úlcera cicatrizada

O paciente já teve ferida causada pela insuficiência venosa, mas ela está fechada no momento.

  • Grau 6 – Úlcera ativa

É o estágio mais avançado da doença venosa crônica, caracterizado por feridas abertas na perna, que exigem tratamento especializado.

Como saber em qual estágio você está?

Nem sempre o grau da doença corresponde apenas ao que é visível. Algumas pessoas apresentam poucos vasos aparentes, mas já têm refluxo importante nas veias profundas.

Por isso, o diagnóstico correto envolve:

  • Avaliação clínica detalhada;
  • Investigação de sintomas como dor, peso, queimação e inchaço;
  • Exame de ultrassom Doppler venoso, que analisa o funcionamento das veias.

Identificar o estágio da doença é importante para definir o melhor tratamento, que pode variar desde medidas conservadoras, como meias de compressão, até procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia.

Varizes sempre evoluem?

Nem todas as pessoas terão progressão rápida da doença. No entanto, a insuficiência venosa tende a ser uma condição crônica e progressiva quando não acompanhada.

Fatores como genética, sobrepeso, sedentarismo, gravidez e longos períodos em pé podem acelerar essa evolução.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as chances de controlar os sintomas e evitar complicações.

Quando procurar um especialista?

É indicado buscar avaliação com um cirurgião vascular quando houver:

  • Veias dilatadas visíveis;
  • Sensação frequente de peso nas pernas;
  • Inchaço recorrente;
  • Escurecimento da pele na região dos tornozelos;
  • Histórico familiar de varizes avançadas.

Mesmo que o problema pareça apenas estético, pode haver comprometimento funcional das veias.

A classificação dos graus de varizes ajuda a entender que a doença venosa crônica tem diferentes estágios, e que o tratamento ideal depende de uma avaliação individualizada.

Quer saber em que estágio suas varizes estão? Agende uma consulta para avaliação vascular completa e exame Doppler no próprio consultório.

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