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Atividades físicas seguras para quem tem lipedema (sem piorar a dor)

Manter o corpo ativo é parte essencial do tratamento do lipedema. A atividade física ajuda a controlar a progressão da doença, melhora a circulação, reduz inflamações e contribui para o bem-estar emocional.

No entanto, muitas mulheres sentem dor durante o exercício e acabam evitando o movimento — o que pode agravar os sintomas a longo prazo. A boa notícia é que existem atividades seguras, eficazes e adaptáveis, desde que praticadas com orientação e dentro dos limites do corpo.

O objetivo não é emagrecer

Antes de tudo, é importante entender que o foco da atividade física no lipedema não deve ser a perda de peso. O que buscamos é preservar a mobilidade, fortalecer a musculatura, melhorar o retorno venoso e linfático, além de aliviar desconfortos físicos.

Quais exercícios são recomendados?

A escolha da atividade depende do estágio da doença, da tolerância à dor e da condição física geral. Veja abaixo algumas práticas que costumo indicar para minhas pacientes:

1. Caminhadas leves
Ideais para o dia a dia, mesmo em curtos períodos. Ajudam a ativar a circulação nas pernas, diminuem o inchaço e são facilmente adaptáveis ao ritmo de cada mulher.

2. Exercícios aquáticos (hidroginástica ou natação)
A água proporciona alívio imediato: reduz o impacto nas articulações, suaviza o peso nos membros e favorece naturalmente a drenagem linfática.

3. Pilates e fisioterapia funcional
Essas modalidades trabalham o corpo com consciência, promovendo força, postura e flexibilidade sem sobrecarga. São excelentes aliadas para prevenir dor e rigidez.

4. Bicicleta ergométrica com carga leve
Pedalar em ritmo moderado, com resistência mínima, é uma boa alternativa para manter o condicionamento cardiovascular sem prejudicar joelhos e quadris.

5. Alongamentos e yoga
Além de melhorarem a flexibilidade, essas práticas aliviam tensões musculares e ajudam a reduzir a dor crônica associada ao lipedema.

E o que deve ser evitado?

Alguns tipos de exercícios podem piorar os sintomas e causar mais dor. Por isso, é importante evitar:

  • Corridas ou saltos com impacto

  • Musculação com carga elevada

  • Treinos intensos sem orientação especializada

  • Longos períodos em pé, sem movimentação

A regra é simples: testar aos poucos, respeitar os sinais do corpo e ajustar conforme a resposta individual.

O papel do acompanhamento especializado

Nenhuma mulher com lipedema deve iniciar uma rotina de exercícios sozinha. É fundamental que o plano de movimento seja construído por uma equipe multiprofissional, com o apoio de médico vascular, fisioterapeuta e educador físico capacitado.

Essa abordagem integrada garante mais segurança, menos dor e melhores resultados — tanto na parte estética quanto na funcional.

Quer continuar aprendendo a conviver bem com o lipedema?

No blog, você encontra mais orientações práticas para o dia a dia, desde hábitos saudáveis até estratégias de tratamento.

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