A meia de compressão é uma das ferramentas mais simples e eficazes no cuidado com a saúde vascular. Apesar de ser muito recomendada por médicos, ainda gera dúvidas sobre quando realmente é necessária, como funciona e qual modelo escolher.
Se você sente as pernas inchadas, cansadas ou já tem diagnóstico de varizes, trombose ou lipedema, vale entender melhor como esse recurso pode te ajudar no dia a dia.
Para que serve a meia de compressão?
A principal função da meia de compressão é melhorar o retorno do sangue das pernas para o coração.
Ela exerce uma leve pressão sobre os vasos, especialmente nas regiões mais distantes do corpo, como tornozelos e panturrilhas, ajudando a evitar o acúmulo de sangue nas veias.
Com isso, a meia contribui para:
- Reduzir o inchaço (edema);
- Aliviar a sensação de peso e cansaço nas pernas;
- Prevenir e tratar varizes;
- Auxiliar na recuperação pós-cirúrgica;
- Prevenir trombose em viagens ou períodos de imobilidade;
- Controlar sintomas em casos de lipedema e insuficiência venosa.
Quem deve usar?
O uso da meia de compressão deve ser sempre orientado por um médico vascular, especialmente para definir o tipo e a intensidade da compressão. Ela costuma ser indicada para:
- Pessoas com varizes ou vasinhos;
- Pacientes com trombose venosa profunda ou risco aumentado de trombose;
- Grávidas com sintomas de peso, dor ou inchaço nas pernas;
- Quem passou por cirurgias vasculares ou ortopédicas;
- Pacientes com lipedema ou linfedema;
- Pessoas que ficam muito tempo em pé ou sentadas no trabalho;
- Quem vai fazer viagens longas, principalmente de avião.
Como escolher a meia de compressão ideal?
A escolha da meia ideal leva em conta alguns fatores importantes.
Veja os principais:
- Grau de compressão
As meias são classificadas de acordo com a pressão exercida, medida em milímetros de mercúrio (mmHg). Os graus mais comuns são:
- Leve (até 20 mmHg): para prevenção, uso em viagens e alívio de sintomas leves;
- Moderada (20–30 mmHg): para casos de varizes mais evidentes, inchaços recorrentes ou uso pós-operatório;
- Alta (acima de 30 mmHg): em situações específicas como úlceras, trombose, linfedema ou outras recomendações médicas específicas.
- Tamanho e modelagem
É fundamental que a meia tenha o tamanho correto. Meias apertadas demais podem causar desconforto, e as largas perdem o efeito terapêutico.
O ideal é medir a circunferência da perna em pontos específicos, conforme orientação médica.
Além disso, elas podem ser:
- 3/4 (até abaixo do joelho);
- 7/8 (até a coxa);
- Meia-calça (cobrindo toda a perna e pelve).
- Material e conforto
Prefira marcas de qualidade, com tecido resistente, elástico e respirável. Hoje, existem opções com aparência discreta e confortável para o uso no dia a dia.
Como usar corretamente?
A meia de compressão deve ser colocada pela manhã, de preferência logo após acordar, quando as pernas ainda estão descansadas e com menor tendência ao inchaço.
Ao longo do dia, ela atua ajudando o sangue a circular melhor e prevenindo o acúmulo de líquidos.
Não é necessário dormir com a meia, salvo em casos muito específicos, indicados por um médico. Na maioria das situações, ela pode (e deve) ser retirada ao final do dia, quando as atividades já cessaram.
Para manter a eficácia, é importante seguir corretamente as instruções de lavagem e cuidados do fabricante, evitando o uso de produtos abrasivos ou água muito quente.
A durabilidade da meia pode variar conforme a frequência de uso, mas geralmente recomenda-se a substituição a cada 4 a 6 meses, ou antes disso, caso haja perda de elasticidade.
Sentiu dor, peso ou inchaço nas pernas? A meia de compressão pode ser uma grande aliada, mas deve ser usada com orientação adequada.
Agende uma consulta para avaliar seu caso e indicar o melhor tipo de meia para o seu perfil.
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